segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Fica

O vento me diz
Que a natureza chama
Vou mais não quero ir
Quero ficar agora
Mais um tempo por aqui

E  nesse espaço sazonal
Meu corpo clama, queima
Briga, tece, teima
Pela vontade matinal
Teu corpo inteiro (guloseima).

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ir embora

Me atravessa a morte
Serena, o vento a traz
E sinto-a breve, vejo nela paz
Silenciosa me diz que é hora
Viva, falo com o olhar
Sussurro que vou
Após a aurora, depois do amor...

Estações

Se as primaveras pudessem retornar
E dizer como fazer, de repente acordar
Sem mais pra se preocupar

Sonharia com novos verões
Apostaria no outono breve
No inverno de outros corações

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Gosto (Para meu amigo amor)

Gosto da cor do teu gosto
Gosto da expressão no teu rosto
Gosto do questionamento inquietante,
...da ansiedade constante.
Do modo de construir,
da forma de distrair.
De como tudo aconteceu,
desse momento meu e seu!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Paixão

Sentir não é mais preciso,
Se já sinto a toda hora...
Vejo, viajo, penso,
Do poente à aurora.

Encontro

No abraço caloroso
A brisa torna-se nossa
Vem no dia que te vejo
Entre o vermelho e a bossa.

Sentidos

Senti na boca o cheiro da rosa
Faceira, delicada, formosa
E ví no aroma sua cor
Toquei com a alma suaves pétalas
Contato inerente do inventor
Com sexto sentido em escalas.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Soruma

Ouvi todos os cd's,
de Marisa, Gal, Adriana,
Provei o singelo aroma,
da água dentro da chama.

E entre Elis e Betânia,
a lua sorrindo estranha.
Cássia, Dolores, Ana,
cânhamo, daga, diamba.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Olhar cintilante

Futuro, passado,  museu
Estrelas eternas, apogeu
Em cada grão de areia
A cada batida, o pulsar na veia
Cintila reluzindo sem vedar
O extraordinário briho que interessa
Depois de tudo pra mim o que resta
Nada mais se não o teu olhar.

sábado, 20 de novembro de 2010

Movimento

Basta um ou dois
Aposta de corrida
O tempo contra vida
O sopro vago,
Respiração perdida

Resta cansaço
Sobra amor
Sobre os estilhaços

Palavras entre os vidros
E as letras vagueiam
Barradas pela interrogação
Buscando o movimento
Das respostas.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Colheita

Plantei em tua boca meu amor
Colhi frutas ainda verdes sem demora
E no canto ficou escondido o mel
Posto de um enxame, abelha rainha.

Planeta desistente de tristesa
e perdido nesse mundo se encontra
gloriosos frutos sem balança
planta-se agora só amor a natureza.

Corre, pega, colhe...
E se quiseres mais colhe,
O quanto puder levar de mim,
da flor ao fruto, do mel ao pólen.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Abrigo

Fizeram-se sob o sol,
e sobre as folhas roçando,
forte cortina de luz, farol
sente as flores cochichando.

Foi de lá que vieram
voltam de novo a bailar
no futuro abrigo velho
dançando a luz do luar.

Voa, mas deixa o telhado
o reduto protetor,
lembranças do feriado
gotas com aroma de amor.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Suor de nós

As canções se resumem
a versos extraordinários,
quando do coração saem flores
excitadas pelo teu gosto suado,
pelo beijo mais que desejado.
Palpitantes nesse âmago
enfrentam verão, inverno.
E de seus dentes
liberam sorrisos afáveis
em busca de uma troca de olhares,
um toque amadurecido.
Do estrume ao fruto mordido
com sabor de tua pele,
vejo tudo e tudo posso
enquanto em teu vulto embebido.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Completa sina dos prazeres

Revelada complacência,
Mostra o quão frágil se torna
Ao tocar no vento,
Do começo, aparência.

Mais tardar, contradição,
Pelas folhas, o olhar
Um, aproximação,
Outro, especulação.

E se a paixão,
Maior ilusão dos amantes
Fluir a contento,
Logo, logo alusão.

No jogo, armado tabuleiro, poderes
Reviram a cama, os lençois,
Os solos bem dedilhados,
Completa sina dos prazeres.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Duvido

Duvido que não penses,
a água continua suas voltas
mas o tempo está comigo.
Sem detalhes o vento sopra,
corre com as folhas, as copas.

Duvido que não vivas,
com ardor as cores mortas
das flores mais bonitas, amarelas.
Presságios, do vermelho
a pulsar na aorta.

Espelho

Procurava você, encontrei,
No rapido contado dos olhos,
espelhei...

Te ver todas as manhãs,
e aceitá-la,
com qualquer humor, riso.

Passeio a labuta, admirando
o despercebido, conduta
do EU amadurecido.


Te encontrar é bom,
não some, sou você
e sem eu não vivo...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Anunciação

Escrever é mais fácil que olhar no olho,
e falar o que não se deve.
Assim, se lês saberás quem sou por dentro
e o que existe por fora...

A ânsia não mais me toma,
não mais exalta diante de vc.
Tranquilidade é meu nome
E o vento me acompanha...

E as flores exalam seu aroma
para alegrar minhas manhãs.
Já que as noites não são mais as mesmas
sem seu cheiro...

Acordo com o pulsar de meu coração
clamando pela vida e exigindo
que eu esteja lá, onde tudo acontece,
seja de que forma for...

O prelúdio já contém tudo que preciso saber
O decorrer é só consequência dos atos,
Agindo de forma clara e consciente, sei que
de certa forma o tempo me trará você...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Caminho

Lua dourada observando a marcha
De treze, quarta feira de cinzas de outubro
Onde planto e nascem amores
No colossal castelo delubro.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Cheiro

De fato, o segredo não está escondido,
de longe mostra o quão proximo é,
sem ao menos se dar conta.
Os sábios já não o sabem, do montante
de sementes, das flores que murcharam
e deixaram apenas sussurantes aromas.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O significado do beijo

Quando vens com seus lábios
Sôfrego pela vontade dos meus
Deleitas como sábio
O beijo, apogeu.

E se tocas assim efémero
Em circuito transitório
Buscas em todas tempero
Forte, promontório.


Encontra o evidente
O carnudo macio de pétalas
Da rosa mais saliente
O segredo da cabala.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Um minuto é muito pouco
Para falar o que desejo
No entanto vou redigir
Apenas o que não quero.

Não quero você longe
Dói demais, martírio
Não quero você perto
Inspiração, delírio

Não quero diferenças
Pois são elas que nos unem
Não quero confiança
A aliança do costume

Não quero covardia
Do bem estar dia-a-dia
Não quero auto-controle
Descontrole contagia

Não quero noites longas
Só lembranças, relampejo
Não quero ter você
E de tanto não querer

É só você que almejo...

domingo, 3 de outubro de 2010

Saulo

És amor sem paixão
Sublime em atitudes
És amigo, irmão
Ao se dar em plenitude

Vida digna de honras
Sábio, sensível sem igual
Quando arestas apara
No subsistir essencial

Sal, orégano, tempero
Deleita-se de sabor próspero
Recitas sem exagero
Inigualável ser prócero.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Deserto

Furtada noite
Embriagada de sonhos
A lua se torna sol
Clarão que cega os ouvidos
Ensurdece os olhos
Tateia a alma
Cessa a chuva
No 1º minuto da madrugada
Traz calor escaldante
No começo inabitado de outubro.

Conselho

Escancara a vida
Que em ti há
Não deixe que apaguem a luz
E o brilho do teu olhar

Absorve as estrelas,
Irradia a correnteza
Alma viva de alegria
Nada mais há a esperar

Esperança infinita,
Pronta parar desabar
Melhore, não existe esperança
Pra quem vê tudo acabar

Vai nesse prumo
Escolhe uma estrada
Segue teu rumo,
Continua a caminhada

Teu coração te segue
Seja qual for o lugar
Semeaste só o bem
O amor ajudou a plantar

Colhe agora teus frutos
Vai, não olhe para trás
O que for pra ser vigora
De sentimentos mútuos, imortais.

Finita Viagem

Embarquei numa viagem
Em passeio sem bagagem
De paisagens extintas
Com as cores do explendor
Misturei todas as tintas
Me lambuzei de amor.

Nesse prumo sem barreiras
Levitando com o vento
Furtei parte do perfume
E lembrei do jaz momento
Da aventura sem demora
Do perfeito movimento.

Cantei, corri, dancei, sorri
Como a noite prometia
Todo amanhã é um recomeço
De milagres Ana e Maria
Fico agora na estação,
Embarco em outro avião
Pra ser feliz um dia.

Reclusão

A fuga desacelera os passos ao contrário
Não tomamos conta de nada, é involuntário
Sumir é inutil, o destino aí está
Seja qual for a situação, não importa o lugar
Vamos topar sim, até com o que não queremos
Viver é amar, decepcionar, perdoar
E novamente amar, ou então continuar ermo
Num pretérito mais que imperfeito.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Oração

Te agradeço Deus
por permitir,
visualizar um anjo seu

Luz de carisma
Corrente de amor
Poe em prática o prisma
Leva embora a dor

Traz mais vezes esse anjo
Para eu contemplar o divino
Mas o traz tocando banjo
Harmonioso som cristalino

Deixa-me também beija-lo
Sentir que posso toca-lo
Ser um eterno menino
Concordar com o destino

Por fim Deus
Se puder me atender
Torna-o humano
Para sentimentos ter

Entrever que eu existo
Quero amá-lo no viver
Tudo dentro do previsto
Para o destino tecer.

Inocência (Para Ana)

Dia preguiça, suave como o sol
a espalhar seus primeiros raios
sobre a imensa terra...
As árvores derramam suas folhas
saudando-me no exato momento
que trafego em limusine urbana com
convidados desconhecidos...
Os sons e histórias se misturam com
vozes de timbres diversos, mas
apenas ouço o sussurrar do vento
a bater nas folhas...
Dia tranquilo, sentidos livres,
serenos como uma cantiga de ninar...
Embalado pelo sossego e inocência
de um sono infantil...

domingo, 26 de setembro de 2010

(Tomar) Sazonal

Viseira embaçada, riscada
Embaraçados pensamentos
Ao teu lado, poesia
Sou a chuva, o vento
Primavera, sou verão
Sou as cores da ilusão
O outono, sou inverno
Ah poesia, sou eterno

Ao teu lado, poeta
Realidade, expansão e decisão
Volto a enxergar a paisagem
Foi embora a ilusão
Abro a viseira, fito o céu
O presente verão chuvoso
Vento forte, congela as mãos
Sou eu, aberto, solto
De mente, corpo, alma e coração.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Evoluídos I (Somente os evoluídos sabem o que é viver em um universo que não os pertence).

Leia essa matéria com atenção, se ela chegou até você é porque terá algum significado em sua existência.

         Evoluídos são humanos incomuns que escolheram o desafio de vir a terra e construir nela a sua história, esquecendo toda a sua existência anterior em um universo superior.
         Essa evolução fica mais clara aproximadamente dos 27 aos 30 anos terrenos. Apenas os que já nascem com o espírito elevado encontram seu dom ainda criança no primeiro ciclo de sete anos. A maioria dos evoluídos levam até o 4º ciclo, é nesse período também que o ascendente começa a agir de maneira mais consistente na passagem dos evoluídos pela terra.
         Entender tudo isso não é fácil, de certa forma alguns conseguem muitas riquezas terrenas (materiais) sem se dar conta de que estão em um patamar mais elevado. Os que tem a consciência de sua evolução conseguem realizar feitos espetaculares com o mínimo que seja, sua presença conduz alegria a qualquer ambiente em que se disponibilizem a estar, e contagiam a outros terrenos com o fulgor que emitem.
         Evoluídos não tem inimigos, prezam pela paz e justiça sempre, amam a natureza, adoram entrar em contato com o ar, com a energia que flui do seu universo.
         A fase do descobrimento da evolução é incrivelmente fantástica. Os evoluídos enfrentam sentimentos até então não experimentados e se desprendem do que realmente não permanecerá com eles enquanto continuarem na terra. Em compensação começam a conhecer e distinguir o quê ou quem os ajudarão a continuar evoluindo.

Máxima Sumo

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Amizade (Para Saulo)

A amizade não se explica
Como saber de onde vem
Cruza caminhos, chega e fica
Traz com você amor também

Procuro entender
Já sei como dizer
O porque de tanto bem

Porque ter você
Ao meu lado é bom demais
E quando estamos juntos
Eu me sinto mais capaz
E posso perceber
Desde o amanhecer até anoitecer
Amigo...
Teu sorriso me traz paz

Nos momentos tão dificeis
Com você posso contar
E os dias mais felizes
Ir contigo partilhar

Amigo essa canção
Eu fiz para você
E respondo o porque

Porque ter você
Ao meu lado é bom demais
E quando estamos juntos
Eu me sinto mais capaz
E posso perceber
Desde o amanhecer até anoitecer
Amigo...
Teu sorriso me traz paz

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Flor Amarela

Tenho uma particularidade muito grande com a música,
respeito-a e ela vem a mim como num passe de mágica.
Com Flor Amarela foi assim, um presente ao qual tenho que
compartilhar...

Comprei uma flor amarela só para te dar
Porque graciosa e tão bela não posso ter mais
O amor surge para quem vive
E vivi com você só momentos felizes
Um sonho, eu não quero acordar

Mas depois...

Depois que você me deixou eu não pude conter
Lembrei do que disse outrora e olhar pra você
Enxergo a primeira vez
Paixão me pegou não tem jeito
Saudade pulsa dentro do meu peito

Mas eu canto...

Eu canto a alegria da vida porque sou feliz
Cantando afasto a tristesa não posso negar
Te vejo chegar qualquer hora
Dizendo voltei pra ficar
E a flor amarela sorrindo a nos iluminar

E a flor amarela sorrindo a nos iluminar...

O GUARDADOR DE REBANHOS

                                               II

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...

Creio no mundo como um malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo.

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na natureza não é porque saiba o que ela é,
mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...


Fernando Pessoa

O GUARDADOR DE REBANHOS

                  I

Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr-de-sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.

Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.

Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes,
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.

Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.

Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.

E se desejo às vezes,
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita coisa feliz no mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr-do-sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.

Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas idéias,
Ou olhando para as minhas idéias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.

Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predileta
Onde se sentem, lendo os meus versos.

E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer coisa natural -
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.

Fernando  Pessoa                        

domingo, 5 de setembro de 2010

De Primeira Grandeza

Quando eu estou sob as luzes
Não tenho medo de nada
E a face oculta da lua que é a minha
Aparece iluminada.

Sou o que escondo sendo uma mulher
Igual a tua namorada
Mas o que vês quando me mostra estrela
De grandeza inesperada.

Musa, deusa, mulher, cantora e bailarina
A força masculina atrai, não é só ilusão
A mais que a história fez e faz o homem se destina
A ser maior que Deus por ser filho de Adão

Anjo, herói, prometeu, poeta e dançarino
A glória feminina existe e não se fez em vão
E se destina a vida a alguns a mais do que imagina
O louco que pensou, a vida sem paixão.

Música de Belchior

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

1º de Setembro

Neste dia de setembro
Onde nada parece errado
Lembro dos tempos de outrora
Mas não revivo o passado

Conheço todo dia gente nova
As pessoas não são boas nem ruins
São apenas pessoas que vivem
Cada um com seu festim

Sem mais nem menos
Correm de um lado para o outro
Fazer o que quer não é facil
Se propor a algo novo

Será que somos realmente
Apenas uma pergunta?
As respostas são muito claras
Observe a natureza plenamente

O vento a bater nas folhas
O sol a iluminar
Veja o céu, as estrelas
Há tanto a se olhar

Olívio das Oliveiras
Állis do além
Um homem a vender camisas
Contribuiu com algo também

Corre o dia assim
Quem sabe um novo encontro
Talvez em outra praça
Ou em qualquer botequim.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Divina Inspiração

De onde vens inspiração
Se ao chegar traz consigo
sempre um dom de nosso espírito?

Em horas impróprias surge
Alívio é o que procura,
Invade, a alma urge.

Em teu nome se manifesta
Declama, representa, dança
escreve e canta.

Diversas artes abriga
Não és a toa oh divina!
uma suave cantiga.

Vens com a dor, imaginação
carregas o amor, a alegria
sobrenatural inspiração.

Menina levada, moleca safada, guria, guria...

Jeito de moleca
Atitude de mulher
Beijinho sapeca
De quem sabe o que quer

Brincando com o amor
Guria, guria...
Vês que pode sofrer?
Nem ligue, sorria

Menina levada
Correndo contente
Colhendo paixões
Do fruto imprudente

Caiu? Levante
Levantou? Adiante
Adiante? Sempre
Sempre reluzente.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Rotina

Amanhece, sobe o sol
Uma cortina de luz, se abre a janela
Transborda de vida
A pequenina terra.

Tanta gente, povos diversos
Árvores tantas, natureza bela
Caminhas e nem te lembras que és apenas um
Dentre todos importante e sem valor algum.

Crês que não posso te ver,
vem me chama e clama
Aceno, fecho a janela, estou aqui
Mas da escuridão reclama

Daqui onde tudo observo a grandiosidade não assusta
Desce o sol, sobe a lua
Banha de prata o universo
Põe as estrelas na rua

Nesse mar não há trevas
Te dou a felicidade, vem pega
Desce a lua, sobe o sol
Abro de novo a janela para iluminar o mundo.

Ritmo

Meu choro não tem voz
Ecoa a lágrima
O erro acelerado
Do coração aos pulos
Cavalga sem rumo
Ao olhar para trás
E ver que não está mais lá.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Lírios

Fundiu-se seu sorriso em minha mente
Uma semente plantada no destino
Brota do olho o que rega os planos
Cultiva o coração o que não cresce com um
Renasce das mãos a força da vida
Completa o ser a flor que desabrocha
Lírios no ombro que já não se vê
Mente moldada para não sofrer
Se cresce, sorrisos afloram no submundo
Se não vinga, válida a intenção da semente.

Amigo Tempo

Graças a Deus por você
que nunca me deixa só
e tudo acalma com sua paciência.

Se eu pudesse ao menos ser
um terço do que representa
só flores espalharia.

Flores e sorrisos seriam meu documento
e de passo em passo
me igualaria a você.

Meu bom, fiel,
amigo e companheiro
TEMPO.